• Cátia Castro

Como trabalho...

"Se ao menos pudermos esperar, o paciente chega ao entendimento de uma forma criativa e com imensa alegria ... O princípio é que é o paciente e somente o paciente, é quem tem as respostas." Donald Woods Winnicott


A Psicoterapia Individual


Grande parte da minha prática clínica é dedicada à psicoterapia individual para crianças, adolescentes e adultos.

Muitas das pessoas procuram a psicoterapia porque o stresse dificulta a sua capacidade usual de lidar com as situações.

Frequentemente, as nossas angústias podem ter efeitos profundos em nós e nas pessoas que nos são próximas, tendo impacto em áreas importantes da vida, incluindo na família, educação ou no trabalho.


A minha abordagem consiste em ouvir com sensibilidade, os padrões inconscientes e relacionais, que podem estar a serem impeditivos de viver uma vida plena e criativa.

Acredito que a relação psicoterapêutica é colaborativa: trabalhamos juntos num empenho mútuo para encontrar significado e dar sentido à sua experiência.

Procuro dar feedback, dar nota de algumas observações e questiono gentilmente sobre suposições passadas, que possa ter ou maneiras pelas quais pode estar bloqueado(a).


Espero encorajar a sua curiosidade sobre o seu mundo interno e como "funciona".

Ao compreender a sua própria história, ou narrativa pessoal, e explorar as maneiras pelas pelas quais se limita, mas também as que são potenciadoras, poderá contribuir para mudar a maneira como se vê a si mesmo e ao mundo. Esta compreensão pode assim ajudar, a fazer escolhas informadas sobre a maneira como conduz a sua vida presente e futura. O meu papel é ajudá-lo(a) a facilitar o seu próprio processo de auto-descoberta, para que possa continuar a sua jornada de vida, de uma forma que reflicta o seu eu e a sua subjectividade única.


Para quem considere que a psicoterapia psicanalítica relacional é só falar, também é verdade. Mas acontece que, falar, relacionar-se, muda o cérebro.

Estudos recentes sobre a psicoterapia e a função cerebral, descrevem três padrões de mudança na função cerebral: “a psicoterapia resulta numa normalização de padrões anormais de actividade, faz o recrutamento de áreas adicionais neurológicas, que mostraram activação alterada depois do tratamento” Mais especificamente, um estudo através de exames de neuroimagens cerebrais sobre a psicoterapia psicanalítica de longo prazo, com pacientes deprimidos documentou “mudanças neurobiológicas em circuitos clinicamente relevantes implicados na reactividade emocional e do controle” após a conclusão do tratamento.


Não, não tenho um divã no meu consultório... espero sim ter uma confortável cadeira para si.

A psicoterapia psicanalítica relacional está um pouco distante da psicanálise clássica fundada e praticada por Sigmund Freud.

A forma como o tratamento ocorre, passou por uma mudança fundamental, desde o apogeu da psicanálise em meados do século XX. O psicoterapeuta psicanalítico relacional não insiste em ser uma tela em branco na qual os pacientes projectam a sua experiência, onde esta pode então ser examinada sem contaminação pelo psicoterapeuta. Ao invés disso, nos dias de hoje, os psicoterapeutas reconhecem que, como em todo os relacionamentos, existem duas pessoas presentes influenciando-se mutuamente de maneiras individuais únicas.

Logo, aqui não há telas em branco. A personalidade e relacionalidade do psicoterapeuta, está sempre presente de alguma forma.

Em vez de cultivar a ausência emocional, ser psicoterapeuta exige uma aceitação radical muito mais difícil de quem se é e como pode ou não estar influenciando o tratamento.

Contudo em contraste com outros relacionamentos, estas duas pessoas encontram-se num setting próprio, com características próprias de carácter profissional, com o propósito de promover saúde, reduzir sintomatologia, de ajudar a explorar conhecimento emocional, de potenciar desenvolvimento e autonomia do(a) paciente.


Falei sobre a minha forma de trabalhar, na relação psicoterapêutica, mas afinal como é que a psicoterapia psicanalítica relacional se processa nas sessões? Então aqui vai:


Existem três partes:


A 1ª é um método de tratamento que procura ajudar as pessoas a entender como elas criam inconscientemente padrões problemáticos de pensamentos, sentimentos, acções e relacionamentos.


2º Os problemas criados inconscientemente (incluindo os vários problemas da vida que, para fins de diagnóstico, são chamados de sintomas) geralmente recriam padrões, problemas e soluções de relacionamentos íntimos iniciais. Assim como não esquecemos andar de bicicleta, nunca esquecemos as nossas relações e a forma como fomos influenciados e desenvolvidos por elas, mesmo inconscientemente. Estes procedimentos de relacionamento permanecem na nossa forma de estar e relacionar. Mas, ao colocar em palavras estes procedimentos implícitos de relacionamento, as pessoas tornam-se mais capazes de fazer escolhas mais livres e de ter novas experiências.


3º O relacionamento momento a momento entre mim e o(a) paciente é um (pode escolher a sua metáfora) laboratório / consultório / teatro para vivenciar e compreender esses procedimentos iniciais de relacionamento. A vivência desses momentos juntos no tratamento permite uma consciência imediata e não abstracta. É um conhecimento profundo, com poder transformador. Em outras palavras, a psicoterapia psicanalítica leva a subjectividade a sério como um objecto de investigação e um caminho para a mudança. Começa simplesmente com a sua experiência única de ser você, e cria condições para o crescimento de um relacionamento no qual, os múltiplos significados de sua experiência são explorados.

E com o conhecimento adquirido, um conhecimento profundo, vem a liberdade para fazer melhores escolhas.


Porque com ajuda se pensa e conhece melhor, convido a fazer essa viagem comigo, onde farei o meu melhor para ajudar a reconhecer e conhecer caminhos.


catiacastro.psicologia@gmail.com