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Consulta ReLigar

 ​“Religar” do latim religare, verbo transitivo: tornar a ligar ou ligar melhor.
É neste gesto, de voltar a ligar o que se quebrou, de refazer sentidos, de tecer novamente relações consigo,

com os outros, com o mundo, que nasce a Consulta ReLigar.

A ReLigar é uma consulta clínica especializada nas dependências comportamentais.

Dependências Comportamentais

Quando o comportamento se transforma em sofrimento

Comportamentos como jogar videojogos, usar redes sociais, fazer compras online ou dedicar-se intensamente ao trabalho podem fazer parte da vida do dia-a-dia.

 

No entanto, por vezes, estes comportamentos tornam-se difíceis de controlar e causam sofrimento psicológico, impacto nas:

- Relações interpessoais (familiares, colegas, entre outras)

- Dificuldades no desempenho escolar ou profissional

- Isolamento.

Estes casos podem enquadrar-se no que se designa por adições ou dependências comportamentais (sem substância), que são caracterizadas pela perda de controlo, a compulsão e o impacto negativo no quotidiano.

Marcação de consulta​ 📩 

O que são dependências comportamentais?

São padrões de comportamento repetitivo e desregulado que funcionam inicialmente como forma de prazer, regulação emocional ou escape, mas que se tornam progressivamente problemáticos.

Exemplos comuns:

  • Uso problemático e aditivo de videojogos (Gaming Disorder)

  • Dependência de redes sociais

  • Uso problemático da internet e do smartphone

  • Compras compulsivas

  • Dependência do exercício físico, trabalho.

  • Jogo a dinheiro (Gambling Disorder)

Estas situações costumam vir acompanhadas de uma sensação de tensão interna, dificuldade em parar mesmo querendo, e um sentimento de perda de controlo.

Com o tempo, podem afetar o sono, as relações e a forma como a pessoa se vê a si própria.

Nos mais jovens, o uso problemático da internet tem vindo a aumentar, especialmente entre crianças e adolescentes.

Estudos recentes alertam para o impacto deste uso excessivo no desenvolvimento emocional, no sono e na saúde mental, evidenciando uma maior vulnerabilidade à ansiedade, depressão e dificuldades de concentração.

Texting
Luz e sombra
Se é pai, mãe ou educador
procure apoio se:

  • Quando o seu filho/a passa cada vez mais tempo online e reage com irritação ou ansiedade quando lhe é pedido para parar;

  • O sono, o rendimento escolar ou o humor estão a piorar;

  • As refeições, atividades familiares ou convívios com amigos estão a ser substituídos por tempo de ecrã;

  • Há isolamento, perda de interesse noutras atividades ou mudanças repentinas de comportamento;

  • O jogo, as redes sociais ou o telemóvel parecem ser a principal forma de aliviar o stress, o tédio ou a solidão.

Procurar ajuda profissional é um sinal de cuidado.

 

Uma intervenção precoce pode restabelecer rotinas melhorar a comunicação familiar e

promover um uso mais equilibrado da tecnologia.

Quando procurar ajuda?

  • Quando nota que é difícil parar ou reduzir o tempo passado online, mesmo tentando;

  • Sente irritação, ansiedade ou culpa quando não pode estar ligado;

  • O sono, o rendimento escolar ou profissional começam a ser afetados;

  • As atividades, responsabilidades ou convívios ficam para segundo plano;

  • O uso do telemóvel, redes sociais ou jogos parece uma forma de lidar com emoções como tédio, ansiedade ou solidão.

 

Estes sinais podem surgir tanto em

adultos como em crianças e adolescentes.

Procurar ajuda através da Consulta de Psicologia

pode prevenir consequências mais sérias e

ajudar a recuperar o equilíbrio no uso da tecnologia.

Perguntas frequentes

– Como sei se o uso das redes sociais, videojogos ou internet está a

tornar-se um problema?


Quando o tempo online começa a dominar o dia, interferir com o sono, o humor, o rendimento escolar ou o tempo em família, é um sinal de alerta. Estudos recentes mostram que o uso problemático da internet em jovens está associado a maior risco de ansiedade, irritabilidade, isolamento e dificuldades de concentração.

– Devo proibir totalmente o uso?


Nem sempre é necessário. O objetivo não é eliminar a tecnologia, mas ensinar a geri-la. A psicoterapia ajuda a estabelecer limites saudáveis, a reforçar o autocontrolo e a compreender o que está por trás do uso excessivo.

– E se for o meu filho? Como posso ajudá-lo?


Procure observar sem julgamento. Fale com ele sobre o que faz online e o que sente quando está desligado. Se notar resistência, perda de interesse noutras actividades ou mudanças no sono, humor e comportamento, pode ser útil procurar apoio especializado - consulta de psicologia. A intervenção precoce é fundamental, ou seja, quanto mais cedo se apoia, melhor podem ser os resultados.

– O termo é mesmo “dependências”?


Sim. Embora não envolvam substâncias, as dependências comportamentais envolvem alterações no sistema de recompensa do cérebro e impacto funcional, sendo reconhecidas pela comunidade científica internacional.

A Organização Mundial da Saúde reconhece o Gaming Disorder (perturbação de videojogos) e o Gambling Disorder (jogo a dinheiro) como diagnósticos clínicos, e a investigação mais recente aponta o Problematic Use of the Internet (PUI) como uma condição emergente que merece atenção clínica e preventiva.

– A psicoterapia faz diferença?


Faz. O acompanhamento psicológico oferece um espaço seguro para compreender o que leva ao comportamento, restaurar o equilíbrio e desenvolver estratégias mais saudáveis de gestão emocional.

Em adolescentes, o envolvimento dos pais no processo é essencial, é aí que se constrói o caminho para uma relação mais consciente e positiva com a tecnologia.

Jardim zen com pedra

Consulta ReLigar

“Religar: verbo transitivo. Tornar a ligar ou ligar melhor.”

Há palavras que não precisam de grandes definições para dizerem tudo.
Religar é uma delas.

É simples, este verbo. Mas carrega em si o gesto mais antigo da humanidade: o de voltar a unir aquilo que, por alguma razão, se foi partindo.


Religar é o que fazemos quando estendemos uma mão depois do silêncio.


Quando respiramos fundo e dizemos: basta assim, preciso de me ouvir.
É o que fazemos, ou tentamos fazer, quando nos sentimos longe demais de nós próprios.

A Consulta ReLigar nasce desse lugar.


Não do diagnóstico apressado ou da promessa de cura imediata, mas da escuta.


Da escuta verdadeira. Aquela que não quer apenas saber “o que está mal”, mas antes perceber onde dói, o que se repete, o que falta.

Trata-se de um espaço clínico, sim, mas também de um espaço humano.


Um lugar onde se trabalha o que nos prende a comportamentos que deixaram de nos servir: o uso problemático de videojogos, redes sociais, compras, trabalho ou a própria internet.


Comportamentos que começaram por aliviar… mas acabaram por dominar.

Nesta consulta, não se julga.
Não se fala de vício como se fosse defeito.
Fala-se de mecanismos de sobrevivência.
De estratégias criadas em silêncio.
De repetições que guardam mensagens.
De padrões que, talvez, tenham começado por proteger, mas que agora pedem transformação.

ReLigar é isso.
É voltar a si.
Com cuidado.
Com ciência.
Com vínculo.

É permitir que aquilo que foi desconectado, do tempo, do corpo, da presença encontre novo sentido.

Se sente que está demasiado ligado ao que lhe faz mal,
ou demasiado desligado do que lhe faz bem,
esta consulta pode ser um ponto de partida.

Um lugar entre a palavra e o silêncio.
Entre o agora e o que ainda pode ser.

 

O acompanhamento desta consulta baseia-se numa avaliação clínica cuidada e numa intervenção psicoterapêutica personalizada, com base em:

  • Psicoterapia relacional e integrativa

  • Estratégias de regulação emocional

  • Abordagem contextual e centrada na pessoa

  • Quando necessário, envolvimento de familiares.

A abordagem segue os princípios do modelo internacional dos quatro pilares das políticas de saúde pública em dependências:

  1. Prevenção do agravamento e das recaídas

  2. Redução de riscos e danos associados

  3. Tratamento psicoterapêutico baseado na evidência

  4. Promoção da reintegração emocional, social e funcional

Marcação de consulta​ 📩 


 

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