• Dra. Cátia Castro

Sente vontade de desistir? Como continuar nos dias em que simplesmente não consegue



Por vezes sente-se oprimido(a) facilmente pela vida? Como se as coisas tivessem uma dimensão maior do que aquela que consegue aguentar?

Como pode continuar quando tudo parece muito difícil?


7 coisas que pode fazer, caso se sinta com vontade de desistir


1. Simplificar.

Normalmente, a ideia é que adiar apenas cria stress.“Porquê deixar para amanhã o que pode fazer hoje?!”


Sugestão: pode reduzir a sua agenda apenas às suas necessidades. Cancele a chamada do Zoom, esqueça de trabalhar fora do seu horário de trabalho. Pode fazer o seu trabalho, alimente-se, cuide de si ao longo do dia e dê-se crédito por isso. Só por hoje, deixe que o suficiente, seja bom.


Quando estamos sobrecarregados, tentar manter as aparências é pedir demais e é desnecessário, podendo ser um sinal para pedir ajuda.


2. Lembre-se de que você não é os seus pensamentos.

Então, aparentemente, de acordo com alguns pensamentos da sua mente, como se de uma frequência de rádio se tratasse, você não é bom(boa) o suficiente, um fracasso, fraco(a), inútil, pode muito bem desistir...


A questão é que são apenas pensamentos, não factos. E esses pensamentos nem mesmo são quem você é.

Se ligasse a televisão e ouvisse um talk show, iria considerar tudo verdade? Ou questionar as opiniões do anfitrião?


Sugestão: a coisa mais poderosa que pode ser fazer, é o contacto com o verdadeiro 'eu'. Aquela pessoa por detrás da conversa e dos julgamentos. Encontre um local tranquilo, sente-se bem quieto(a) e "sintonize" o rádio da sua mente. Ouça cada pensamento, agradeça por "partilhar". Então pergunte a si mesmo(a), quem está a ‘ouvir’ esses pensamentos? Veja se pode 'sentir' a parte de si que está a observar-se, a ouvir esses pensamentos e questioná-los, procurando ligá-los com factos da realidade que terá coisas positivas e negativas, e não apenas as situações negativas que parece que de momento só essas existem.


3. Evite "esse" tipo de amigos.

Todos nós conhecemos aquele amigo(a) que nunca "entende". Aquele(a) que, todas as vezes que tentamos falar quando nos sentimos perdidos, nos ignora com banalidades. Ou então muda a conversa para contar os grandes exemplos da sua vida, tornando-a uma competição, em vez de ouvi-lo(a) minimamente. Mas não conseguimos pensar em mais ninguém para ligar. Ou, no fundo, até podemos contactá-los, para sabotar nosso bem-estar mental e nos punir ainda mais.


Conversar com a pessoa errada quando nos sentimos muito frágeis é extremamente tóxico, pois deixa-nos com a sensação de solidão e incompreensão, podendo agravar o sentimento de desesperança.


Sugestão: pode ligar para uma linha de apoio caso tenha sentimentos de desistência. A ideia pode ser intimidante no início, mas as pessoas do outro lado sabem ouvir. Outras coisas que podem ajudar incluem: escrever cartas como se estivesse a falar com um bom amigo, sobretudo procurar a ajuda de um psicólogo contando com a ajuda deste.


Nota - esses(as) amigos(as) não são más pessoas. Eles(Elas) simplesmente não sabem como fazer melhor. Nem todas as pessoas são boas em apoiar as outras. Tente não afastá-los(as) totalmente, o que só fará sentir-se pior e mais isolado(a).


4. Converse sobre isso.

É engraçado como podemos apoiar facilmente amigos ou até mesmo conhecidos e colegas, numa crise com palavras de apoio. Mas quando somos nós próprios, parecemos que estamos perdidos, onde está essa bondade para consigo próprio(a)?


Sugestão: seja o(a) seu(sua) próprio(a) amigo(a), falando sobre isso. Poderá funcionar melhor caso fale em voz alta, mas se não tem privacidade, fale consigo mesmo(a) na sua cabeça. É como se agora fossem duas pessoas, e a parte de ‘amigo(a) de todos’ falasse com a parte de ‘perder o enredo hoje’, como por exemplo: "Tu consegues!" "Se já passaste por isto antes, podes passar hoje." "Ainda estás aqui, a tentar, e é isso é que conta.”


Esta é a arte da auto-compaixão. A auto-compaixão consciente pode ajudar com a fadiga, o stress e o esgotamento.


5. Lute contra a ideia torturante de que está sozinho(a).

Poderá sentir-se sozinho(a), mas está num planeta com biliões de pessoas. Muitas delas estão-se a sentir também sós. Podemos não conhecer essas pessoas pessoalmente, mas tiveram sofrimentos semelhantes, são pessoas sensíveis e importantes, assim como você.


6. Utilize algumas técnicas.

Pode usar algumas técnicas de relaxamento muscular, técnicas de respiração e de mindfulness, yoga, e também algum exercício físico.


7. Dê um passeio.

Pode parecer o conselho mais banal e irritante. Como é que passear pode ajudar?

Primeiro significa uma mudança de ambiente. Em segundo lugar, retira-o(a) dos seus pensamentos e mais para dentro de seu corpo. Terceiro, o exercício liberta substâncias químicas no corpo que o(a) ajudam a sentir-se melhor.


Sugestão: Procure passear em locais onde tenha natureza. Um estudo publicado pela Universidade de Stanford descobriu que passear por 90 minutos em locais onde tenha natureza, como um jardim por exemplo, demonstrou alguma diminuição da actividade numa região do cérebro associada à depressão, mais do que em pessoas que passearam num ambiente urbano.


Está na hora de parar de se debater com dificuldades e começar a ter apoio? Agende a sua consulta de psicologia: catiacastro.psicologia@gmail.com


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