• Dra. Cátia Castro

Recarregar baterias



Esgotado(a) pela pandemia? Gostaria de saber como ter mais energia este ano? Como ter mais energia mesmo quando o mundo está virado do avesso?


Todos nós sabemos que dormir, fazer exercício físico e ter uma boa alimentação contribui para o bem-estar. E alguns de nós praticam até mesmo ioga e respiração profunda.


Mas quais são algumas formas de recuperar alguma energia psicológica?

Porque é que estamos tão cansados, embora estejamos a fazer o melhor para cuidar de nós mesmos?


1. Seja absolutamente claro nos seus valores.

Porque é que por vezes nos sentimos mais exaustos, nos dias em que nem fazemos muito? Mas quando temos um dia cheio de coisas que gostamos, perdemos a noção do tempo e nos sentimos numa "alta" energética? Não são as actividades que mais nos cansam na maioria das vezes, mas poderá ser a falta de propósito e o sentimento de estarmos perdidos.

Então, precisamos de esclarecer os nossos valores pessoais. Os valores representam algo que é importante para si. Neste caso, é especificamente o que contribui para o seu bem-estar. Será liberdade ou estabilidade? Criatividade ou ordem? Honestidade ou entusiasmo? Quando ficamos absolutamente claros sobre os nossos valores, então paramos de fazer o que não se alinha connosco e começamos a fazer o que é, e de repente podemo-nos sentir mais vivos, mais conectados, mesmo sob o stress diário.

Pensar sobre as suas actividades diárias, o que pode manter e mudar? O que poderá ser mais benéfico para si?


2. Aprender a palavra mágica.

Não importa o quão pequeno seja o favor ou actividade. Desde ir a um evento em que não tem interesse, até falar ao telefone com uma pessoa que não simpatiza, tudo isto poderá fazer sentir-se esgotado(a). E, no entanto, muitos de nós sentimos um medo muito real com a ideia de dizer aquela palavra mágica - não. Temos medo de "decepcionar os outros", sem perceber que, em vez disso, estamos constantemente a nos decepcionar. O truque para dizer não, é apenas dizer não, "Não, desculpe, eu não posso." "Não estou disponível para fazer isso." "Não, desculpe."


3. Trabalhe nos limites.

Os limites significam permitir que as pessoas saibam exactamente o que faz, e o que não aceita na sua vida. Procure agir de acordo com as suas decisões com coerência, ou ninguém o(a) levará a sério. Que áreas da sua vida precisam de limites? Como seriam esses limites? Como poderia comunicar esses limites de maneira firme, mas amigável e assertiva?


4. Procurar não se sentir tão desapontado(a).

Outro grande monstro que reduz a energia, é o de se sentir decepcionado(a) pelos outros. Toda a frustração resultante dessa decepção, dificilmente é revigorante. Mas algumas das razões de nos decepcionarmos, é que tendemos a ter muitas expectativas em relação aos outros, por vezes esperamos coisas que a outra pessoa nunca fará pois pode ter mais haver com as nossas necessidades e desejos, que as dos outros realmente. Procure conhecer-se mais a si e às outras pessoas com quem se relaciona.


5. Seja mais autêntico(a).

Outra coisa que consome muita energia? Não ser autêntico. Ser o que considera o que as outras pessoas querem que seja, em vez ser quem realmente é.

Quanto mais adoptamos comportamentos que representam nossos verdadeiros sentimentos, menos fatigante a vida se torna, mas não se esqueça de ser assertivo na forma como comunica as suas emoções.


6. Conecte-se mais profundamente.

Falamos com um amigo e sentimo-nos com mais energia. Tudo se resume a uma conexão relacional de intimidade, onde podemos relaxar e ser totalmente nós mesmos. É claro que deve estar disposto a criar um espaço seguro, para que as outras pessoas também possam ser quem realmente são.

Está sempre a criticar os outros na sua cabeça? Pense em todas as coisas que o(a) deixam desconfortável sobre as pessoas na sua vida. Pode-se perguntar: há alguma hipótese de ser algo que eu mesmo(a) faço? Como poderia ser mais compreensivo comigo mesmo(a), mas ao mesmo tempo conectado(a) e empático(a) com os outros?

A depressão deixa-nos cansados, mas a conexão social e relacional com os outros pode ajudar ao nosso bem-estar geral.


7. Baixe o som ambiente.

Muitas vezes, não temos consciência do como é negativa e rápida "a nossa banda sonora interior", ou seja, o nosso pensamento excessivo. Apenas sabemos que estamos infelizes e cansados. Podemo-nos ouvir, mas depois tentar desligar os pensamentos inúteis. Depois que começar a captar seus pensamentos, o truque para detê-los é desafiá-los. O pensamento é assim tão verdadeiro, quanto sempre quis acreditar? Desse pensamento que tem, qual é a opção mais realista?


8. Enfrente os seus maus hábitos.

Tem um hábito que está a esgotar a sua energia mas, que passou anos a esconder, até para si mesmo? Aquela "uma taça de vinho" por noite, que muitas vezes são muitas mais? Ver televisão, séries atrás de séries, privando-o(a) de sono, mas que depois vai para o trabalho a dizer aos colegas que ficou a trabalhar até tarde, e por isso está mais cansado(a)? Ou aquele relacionamento casual amoroso, sobre o qual não conta aos seus amigos, porque sabe que a outra pessoa não é boa para si? Não são apenas os maus hábitos que nos esgotam, mas também o segredo de levar quase que uma vida dupla. O que pode fazer para lidar com esses hábitos? É hora de finalmente procurar clarificação e conhecer-se a si próprio(a) através de uma psicoterapia?


9. Pare de tentar solucionar tudo sozinho(a).

Se há algo que os melhores profissionais recomendam como segredo para o sucesso, é delegar tarefas. No momento em que paramos de pensar que somos os únicos que podemos fazer as coisas certas, é o momento em que a nossa energia se pode renovar.

E a nossa saúde mental é uma área que às vezes precisamos delegar. Tentar enfrentar a depressão, a ansiedade ou uma outra dificuldade psicológica sozinho(a) é um trabalho de tempo integral. Não admira que estejamos cansados. A psicoterapia não apenas ajuda a navegar melhor por essas dificuldades, significa também que não o está a fazer sozinho(a), mas pode, a longo prazo, trazer de volta seus níveis naturais de energia.



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