• Dra. Cátia Castro

Sobre a Psicoterapia, dúvidas e questões...

Pensar sobre nós próprios, da nossa vivência, da nossa relação com os outros, é um processo, ou uma viagem como costumo ilustrar, mas esta viagem é feita a dois, num apoio único, tendo em conta a sua subjectividade, o seu tempo, a sua essência.

Vamos analisar algumas questões respeitantes à psicoterapia...

É comum sentir-se inseguro(a) quanto ao início da psicoterapia. É normal preocupar-se com o processo, por vezes essas preocupações estão ligadas a mitos da sociedade. Vou falar-lhe de algumas ideias sobre a psicoterapia, que muitas vezes podem impedir a pessoa de procurar ajuda.

1. Os meus problemas não são tão maus.

Muitas vezes as pessoas acham que a psicoterapia deve ser reservada apenas como último recurso, ou para aqueles com problemas muito sérios. Embora essa seja uma opção, quando procura apoio mais cedo, pode permitir que se sinta melhor e progrida mais rapidamente. Resumindo: Porquê esperar até que as coisas fiquem realmente muito más, quando isso poderá causar ainda mais dificuldades?

2. Eu deveria ser capaz de resolver os meus problemas sozinho.


Assim como procura uma consulta médica para um problema físico, um psicólogo tem uma formação especializada para ajudar a entender e abordar, os problemas relacionados à sua vida emocional. Pensar os problemas na psicoterapia, geralmente à medida que as sessões vão tendo lugar, vão sendo abordadas com mais à vontade, o que poderá levar a uma maior confiança e, sobretudo um maior autoconhecimento.

3. Se eu começar a psicoterapia, vai durar para sempre?

Não. A frequência e a duração da psicoterapia é analisada em conjunto, sendo depois decididas por si. A duração da psicoterapia depende da pessoa, dos seus objectivos e necessidades.

4. Vou ter que revelar todos os meus pensamentos privados.

Você decide o quê e o quanto quer partilhar na sessão de psicoterapia. Está nas suas mãos definir o ritmo da psicoterapia e, da minha parte, tornar o processo de uma forma que lhe pareça confortável. Esta colaboração contribui para construir uma relação psicoterapêutica empática e confiante.

5. Eu vou-me sentir julgado(a).

As pessoas podem-se sentir vulneráveis ​​quando falam sobre os seus sentimentos. Preocupando-se com o que eu pensarei ou sentirei, sobre o que está a partilhar. No entanto, não estou lá para julgar, mas sim para estar disponível com uma escuta empática, numa perspectiva compreensiva de elaboração de pensamentos e emoções.

6. Eu estou preocupado(a) em ficar dependente da psicoterapia.

Não é objectivo da psicoterapia fomentar uma relação de dependência. De facto, a relação psicoterapêutica deve ser colaborativa. Ao longo das minhas sessões de psicoterapia, vai conhecendo as formas de se compreender e de se sentir melhor consigo próprio(a) e/ou às pessoas mais significativas. Quando a psicoterapia termina, a pessoa precisa de se sentir confiante de que tem a capacidade de ser mais activa e independente, na sua vida emocional e relacional. Isso inclui, mas não se limita, a confiar na sua capacidade de gerir sentimentos, resolver problemas e tomar decisões.

7. Se eu falar sobre algo, serei obrigado(a) a fazer algumas alterações de vida.

Existe uma diferença entre pensamentos e acções. Por exemplo, se inicia uma psicoterapia para resolver dificuldades num relacionamento, quando começa a partilhar os seus sentimentos sobre este, pode-se sentir preocupado(a) de entrar em contacto com sentimentos negativos. Todavia, ao falar sobre este assunto, você também pode descobrir uma nova perspectiva e / ou opções adicionais que não eram pensadas anteriormente.

8. Estou preocupado(a) com o que eu possa aprender sobre mim mesmo.

Um dos benefícios da psicoterapia, é aumentar a satisfação nas nossas vidas pessoais, sociais e profissionais. Na verdade, muitas vezes é isso que não entendemos completamente sobre nós próprios, que mais interfere na dinâmica relacional da nossa vida, nas várias áreas. A autoconsciência e reflexão através da psicoterapia, pode permitir que as pessoas, possam então fazer algo sobre si.


9. Tudo o que eu disser é confidencial? Como é que eu tenho a certeza?


A minha prática profissional rege-se pelo Código de Ética e Deontologia da Ordem dos Psicólogos Portugueses, que preserva a sua confidencialidade, ou seja, toda a sua informação obtida directa ou indirectamente, incluindo a existência da própria relação, obrigando também ao respeito da sua autonomia individual.

Sobre a confidencialidade e outros temas, consulte o Código Deontológico da Ordem dos Psicólogos aqui: https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/cod_deontologico


10. Se eu me sinto ambivalente sobre o início da psicoterapia, isso pode significar que não é para mim?


É comum ter sentimentos ambivalentes sobre o início da psicoterapia. Por vezes as pessoas procuram ficar longe de pensamentos e sentimentos desconfortáveis, ou ter a percepção que irá passar com o tempo e que procurar ajuda psicológica é algo de menor em relação a procurar ajuda a doenças físicas. A hesitação sobre o início da psicoterapia pode indicar a presença de algo muito importante, para entender sobre nós mesmos.

A psicoterapia pode contribuir para uma melhoria geral de várias problemáticas, entre elas:     - autoconfiança e autoconhecimento    - motivação, sensação de bem-estar - ansiedade e depressão - tomadas de decisão - relacionamentos interpessoais - satisfação no trabalho


A psicoterapia é um espaço que em conjunto, permite pensar pelos caminhos que já traçámos, nestes do presente e de futuro...


Agende a sua consulta através dos meus contactos: catiacastro.psicologia@gmail.com

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