• Cátia Castro

Sobre a Psicoterapia, dúvidas e questões...

Escolher um psicólogo/psicoterapeuta que seja adequado para si é importante, mas também pode ser um processo desafiante.


Pensar sobre nós próprios, da nossa vivência, da nossa relação com os outros, é um processo, ou uma viagem como costumo ilustrar, mas esta viagem pode ser feita a dois, num apoio técnico, tendo em conta a sua subjectividade, o seu tempo, a sua essência.


Compreender os sintomas psicológicos e os seus comportamentos, pode servir importantes funções de alerta e protecção na sua vida, em psicoterapia trabalha-se em conjunto para construir formas mais saudáveis ​​de viver e relacionar-se no mundo.


Além da redução dos sintomas, a psicoterapia pode ser um processo de descoberta em profundidade, que leva a um sentido mais pleno de autoconsciência e a uma capacidade de criar novas experiências de vida. Esse processo implica ajudar a pessoa a reconhecer e conhecer muitas partes de si mesma, as várias camadas de significados em cada momento e uma infinidade de possibilidades que existem dentro de cada um de nós.


Considero que uma forte aliança terapêutica entre o psicoterapeuta e o/a paciente permite uma experiência psicoterapêutica mais produtiva e gratificante. Por esse motivo, a minha abordagem é compassiva e colaborativa. Procuro encorajar a liberdade de pensamento e a curiosidade mútua para que possamos explorar as questões com segurança e em co-construção, analisando algumas reacções que muitas vezes sobrecarregam o processo de auto reflexão.


Trabalho activamente no aqui e agora, prestando atenção às mudanças de momento a momento da mente, bem como essas mudanças se conectam a eventos no presente e do passado. Acredito que esse processo de análise, oferece a possibilidade de abrir portas para mudanças de presente e futuro.


Vamos analisar algumas dúvidas frequentes respeitantes à psicoterapia...

É comum sentir-se inseguro/a quanto ao início da psicoterapia. É normal preocupar-se com o processo, por vezes essas preocupações estão ligadas a mitos do senso comum. Vou falar-lhe de algumas ideias sobre a psicoterapia, que muitas vezes podem impedir a procura de ajuda técnica.

1. Comparando com outros, os meus problemas não são assim tão maus.

Muitas vezes as pessoas acham que a psicoterapia serve apenas como último recurso, ou para pessoas com problemas muito expressivos e sérios. Embora essa seja uma opção, se procurar apoio técnico mais cedo, pode permitir que se sinta melhor e progrida mais rapidamente. Ou seja, porquê esperar até que as coisas fiquem realmente muito más, quando isso poderá causar ainda mais dificuldades?

2. Eu deveria ser capaz de resolver os meus problemas sozinho/a.


Assim como procura uma consulta médica para um problema físico, um psicólogo tem uma formação especializada para ajudar a entender e abordar, os problemas relacionados à sua vida emocional - saúde mental. Pensar os problemas em psicoterapia, geralmente à medida que as sessões vão tendo lugar, vão sendo assim abordados com mais à vontade, o que poderá levar a uma maior confiança e, sobretudo um maior autoconhecimento.

3. Se eu começar a psicoterapia, vai durar para sempre?

Não. A frequência e a duração da psicoterapia é analisada em conjunto, sendo depois decididas por si. A duração da psicoterapia depende da pessoa, dos seus objectivos e necessidades. Pretende-se sobretudo a autonomia, capacidade, gestão de problemas e emoções e saúde mental.

4. Vou ter que partilhar tudo o que penso e faço?

Você decide o quê e o quanto quer partilhar na sessão de psicoterapia. Está nas suas mãos definir o ritmo da psicoterapia e, da minha parte, tornar o processo de uma forma que lhe pareça confortável. Esta colaboração contribui para construir uma relação psicoterapêutica empática e confiante.

5. Vou-me sentir julgado/a pelo/a psicólogo/a ao falar em situações desconfortáveis.

As pessoas podem-se sentir vulneráveis ​​quando falam sobre os seus sentimentos. Preocupando-se com o que eu pensarei ou sentirei, sobre o que está a partilhar. No entanto, não estou lá para julgar, mas sim para estar disponível com uma escuta empática, numa perspectiva compreensiva de elaboração de pensamentos e emoções.

6. Estou preocupado/a em ficar dependente da psicoterapia.

Não é objectivo da psicoterapia fomentar uma relação de dependência. De facto, a relação psicoterapêutica deve ser colaborativa. Ao longo das minhas sessões de psicoterapia, vai conhecendo as formas de se compreender e de se sentir melhor consigo próprio/a e/ou às pessoas mais significativas. Quando a psicoterapia termina, a pessoa precisa de se sentir confiante de que tem a capacidade de ser mais activa e independente, na sua vida emocional e relacional. Isso inclui, mas não se limita, a confiar na sua capacidade de gerir sentimentos, resolver problemas e tomar decisões de forma autónoma.

7. Vou ser obrigado/a a fazer alterações de vida?

Existem diferenças entre pensamentos e acções. A psicoterapia pode ajudar a ter um espaço de questionamento e descoberta de novas perspectivas e / ou opções adicionais que não eram pensadas anteriormente. Quem decide sobre a sua vida é o/a paciente.

8. Estou preocupado/a com o que eu possa aprender sobre mim mesmo/a.

Um dos benefícios da psicoterapia, é ter o potencial de aumentar a satisfação nas nossas vidas pessoais, sociais e profissionais. Na verdade, muitas vezes existe algo que não entendemos completamente sobre nós próprios, o que mais interfere na dinâmica relacional da nossa vida, nas várias áreas. A autoconsciência e reflexão através da psicoterapia, pode permitir que as pessoas, possam então fazer algo sobre si.


9. Tudo o que eu disser é confidencial? Como é que eu tenho a certeza?


A minha prática profissional rege-se pelo Código de Ética e Deontologia da Ordem dos Psicólogos Portugueses, que preserva a sua confidencialidade, ou seja, toda a sua informação obtida directa ou indirectamente, incluindo a existência da própria relação, obrigando também ao respeito da sua autonomia individual.

Sobre a confidencialidade e outros temas, consulte o Código Deontológico da Ordem dos Psicólogos aqui: https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/cod_deontologico


10. Se eu me sinto ambivalente sobre o início da psicoterapia, isso pode significar que não é para mim?


É comum ter sentimentos ambivalentes sobre o início da psicoterapia. Por vezes as pessoas procuram ficar longe de pensamentos e sentimentos desconfortáveis, ou ter a percepção que irá passar com o tempo e que procurar ajuda psicológica é algo de menor em relação a procurar ajuda a doenças físicas. A hesitação sobre o início da psicoterapia pode indicar a presença de algo muito importante, para entender sobre nós mesmos.


11. Quando posso marcar uma consulta?

Podemos agendar de manhã e à tarde durante a semana, dependendo da disponibilidade. As sessões estão disponíveis de segunda a sexta-feira.


12. Quais as condições para faltas de sessões?

Solicito que seja fornecido um aviso prévio de 24 horas para todas as alterações de agendamento, incluindo cancelamentos. O aviso prévio de menos de 24 horas resultará na cobrança do valor total da sessão (salvo algumas excepções).


13. Onde está localizado o consultório?

Está localizado no Edifício Amoreiras Square, em Lisboa. Poderá visualizar a morada, localização no Google Maps, possibilidade de estacionamento no edifício ou a deslocação por via de transportes públicos, neste link: https://www.catiacastro.net/comochegar


14. E se eu sinto mal-estar e não sei porquê?

É muito comum as pessoas procurarem ajuda psicológica devido à sensação geral de mal-estar e de que algo nas suas vidas não está bem. As primeiras sessões ajudarão a focar a natureza do(s) problema(s), o que gostaria de mudar e como a psicoterapia pode ajudar a alcançar esses objectivos.


A psicoterapia é um espaço que em conjunto, numa construção de confiança, pode permitir pensar pelos caminhos que já traçámos, nestes do presente e de futuro...


catiacastro.psicologia@gmail.com