• Cátia Castro

Prevenção do Suicídio

Falar pode salvar vidas...

Anualmente, Setembro é o mês da Prevenção do Suicídio, simbolizado com uma fita amarela.

Qualquer pessoa pode ajudar a prevenir o suicídio, disponibilizando ajuda no dia-a-dia, sendo amável e prestável ao outro, que por vezes está a passar por um grande sofrimento psicológico sem que nos apercebamos.


O suicídio não é si mesmo uma doença, é um comportamento, resultado de múltiplas variáveis que se interrelacionam entre si - sendo um fenómeno biopsicossocial, ou seja, pode ter um conjunto de factores biológicos, sociais e psicológicos. A grande maioria dos suicídios têm associada uma doença mental, como a depressão, entre outras.


Segundo a Organização Mundial de Saúde, anualmente aproximadamente 800.000 pessoas morrem por suicídio no mundo. O tabu em falar sobre o suicídio na sociedade, como muitas vezes os sentimentos de vergonha e culpa que as pessoas possam sentir ao falar deste assunto, favorecem o anonimato e o estigma das causas da decisão do suicídio, aumentando deste modo o sofrimento. Falar do suicídio, de um modo responsável, não "contagia", poderá sim prevenir.

É então imprescindível romper o silêncio, e fazer ver que estas pessoas não estão sós, devolvendo-lhes esperança que pode marcar a diferença nas suas vidas.


Quando se fala em auto-lesão e suicídio, fala-se de sofrimento e dor emocional, um mal estar psicológico, que naquele momento a pessoa tem dificuldade em encontrar outra forma de aliviar esse sentimento. A pessoa com ideias suicidas não deseja verdadeiramente morrer, o que de mais profundo deseja é viver, mas sem o grande sofrimento de que padece.

O sofrimento, também afecta as famílias, provocando muitas vezes sentimentos de medo, traição, abandono, tristeza, culpa e impotência, entre outros. Tornando-se importante que também as famílias sejam apoiadas nestes processos.


Os espaços online podem favorecer a visualização, a informação e prevenção do suicídio, quando usados para promoção de uma saída saudável. Contudo, poderá haver uma influência negativa na internet, através das redes sociais, sob a forma de cyberbullying por exemplo.


Sobreviver ao suicídio é aprender a viver novamente, a construir-se, pensar-se, relacionar-se e cultivar a esperança.

A vida é dinâmica, cambiante, onde se encontram entrelaçados a alegria, o sofrimento, a esperança e desilusão, a resistência e a impaciência. Através do pensamento construtivo, flexível, bem como a confiança nas relações onde este pensamento pode fruir, poderá ajudar a enfrentar algumas inseguranças e incertezas do futuro, procurando acolher todos os pedaços de sonho e alegria, que ajudarão a preencher o ideal subjectivo de bem-estar de cada um.


Link com mais informação e recursos sobre a prevenção do suicídio:

https://prevenirsuicidio.pt/recursos/?fbclid=IwAR2lgJhaxpzx2tglWZt5Sj3jZCFmipI-5ZKwJxeHdF4dC6B856ob_aSP-MIv